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Dinadan e os bárbaros: a grande ameaça

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Postado em: 12 de junho, 2018.    

Quando uma ameaça inesperada pode desestabilizar todo o empreendimento em curso, é necessário avaliar os recursos disponíveis para agir com experiência e coragem.
 
Dinadan fica sabendo do perigo que está por vir
 
Uma região longínqua da Europa em plena Idade Média; um homem puxa seu cavalo para arar a terra, em cujo sítio mora com a mulher e o filho. Trata-se do ex-cavaleiro das Cruzadas, Sir Dinadan. Os tempos das cruzadas acabaram e os cavaleiros foram dispensados. Agora ele pode dedicar sua vida a seus empreendimentos pessoais para sustentar a família.
 
Dinadan escuta barulhos e percebe uma caravana de carroças aproximar-se pela estrada, repletas de homens, mulheres, crianças e idosos. São os moradores de uma vila próxima que estão fugindo e explicam o porquê: os bárbaros estão saqueando e queimando as vilas do Norte e logo passarão por ali. São cinco deles montados a cavalo.
 
Um momento de dúvida e temor
 
Assim como os empreendedores, Dinadan se vê diante de situação de alto risco. Qualquer um que enfrente situação agressiva contra si, quer seja de pessoas que querem o seu lugar ou de empresas que querem dominar o mercado, sabe que tem escolhas a fazer, decisões a tomar. O que você faria no lugar dele? Pegaria o que pudesse e fugiriam com a família junto com a caravana? Procuraria se esconder com a família na floresta, até o que os bárbaros passassem e depois reconstruiria sua casa e seu sítio? Ficaria e pensaria em um jeito de enfrentar os bárbaros, afinal teve treinamento para isso e sabe que é possível defender o que construiu com tanto esforço.
 
Essa situação é igual àquelas que muitos enfrentam no dia a dia, e as decisões têm implicações muito sérias no futuro de sua existência. Os que fogem para outros lugares, vão fazê-lo a vida inteira até o dia que não puderem mais fugir; os que se escondem, esperando o pior passar também estão a mercê do destino e nunca saberão o que vão encontrar de volta; por sua vez, os que decidem lutar pelo que já construíram são aqueles que colocam a mente para trabalhar e procuram fazer um levantamento de toda a situação. Uma mente que evita o problema nunca se desenvolve a contento para enfrenta-los. Dinadan resolveu ficar e se preparar com um plano de ação.
 
Primeiro pensou nos inimigos: bárbaros são homens do norte que usam a força bruta e o poder de suas espadas para matar quem estiver à sua frente. Eles invadem as casas das aldeias, violentam mulheres, matam adultos e crianças, carregam o que for valioso e queimam as residências. Destroem tudo para impor o horror e o medo, aniquilando qualquer vontade de resistência. Porém, estão vindo para um terreno que desconhecem e não esperam nenhuma resistência de pessoas comuns. Não sabem ainda que tipo de ação e armas podem haver ali à espreita. E isso é um elemento a favor.
 
Preparando-se para o enfrentamento
 
Dinadan conhece o local e faz um mapa da estrada por onde os bárbaros chegarão até sua casa, verificando as partes altas e baixas do percurso. Depois, vai até o pequeno celeiro e retira do baú suas armas guardadas do tempo das cruzadas: uma espada, uma lança, o arco e as flechas. Também prepara sua indumentária básica: roupas de proteção, feitas de couro.
 
Olhar o problema de perto, mapeá-lo e tentar compreender em que consiste é fundamental, pois muitas vezes idealizamos o problema como algo impossível de resolver, como se fosse maior do que nossa capacidade de superá-lo. Um empreendedor precisa definir o problema, pensar no plano adequado para confrontá-lo, buscar na sua experiência, que recursos podem ser usados contra aquele obstáculo. Nesse processo ele estimula sua mente a imaginar a situação, simulando o confronto antes mesmo dele ocorrer, pensando nas alternativas que existem, caso algo dê errado.
 
Dinadan conversou com a família e pediu à esposa e ao filho que ficassem dentro de casa o tempo todo, pois já vira de longe que a vila estava em chamas. Posicionou-se para a batalha com um plano em mente, considerando que eles sempre chegavam à galope e de forma abrupta nas casas: usaria o arco e flecha duas vezes a uma distância média, para atingir dois bárbaros; mais próximos, acertaria um terceiro arremessando a lança; e pularia em cima dos dois restantes, procurando dar, com sua espada, um golpe certeiro em um deles. Desse modo, restaria apenas um com o qual lutaria, tendo chances de derrota-lo no embate corporal.
 
Um plano de ação requer uma estratégia passível de ser cumprida e leva em consideração o desafio, os riscos, o ambiente e suas próprias condições de sucesso, a partir dos recursos existentes. Requer atitude de confiança no que se sabe, capacidade de decisão e vontade de vencer – essa é uma motivação pessoal que arregimenta forças interiores que muitas vezes nem sabíamos que existiam.
 
Porém, existe a imprevisibilidade da vida. As coisas nem sempre saem como a gente planeja. A primeira parte do plano funcionou: Dinadan acertou com a flecha dois bárbaros, matando-os; cravou a lança no peito do terceiro e pulou em cima dos dois restantes, derrubando-os. O que falhou: seu golpe não foi certeiro e enquanto um bárbaro veio com sua espada para cima do cavaleiro, o outro levantou-se e seguiu, armado em direção à casa onde estavam a mulher e o filho.
 
Seria o fim de tudo o que construiu?
 
Foi um momento de desespero e angústia, mas Dinadan não podia deixar que isso o enfraquecesse e se concentrou o mais que pode para derrotar o inimigo à sua frente. Sabia que era mais ágil que o bárbaro, conseguindo desviar-se e desferir-lhe vários golpes. Após derrota-lo e bastante exausto, viu com aflição o outro bárbaro entrar em sua casa, arrombando a porta de madeira. O que poderia fazer daquela distância, sem o arco e a flecha?
 
Não demorou muito e o semblante de grande aflição mudou: viu o bárbaro sair em chamas da sua casa, girando e gritando para escapar do fogo que lhe tomava as vestes grossas. O óleo que estava impregnando sua roupa não deixou que seus movimentos apagasse o fogo. Em seguida, sairam da casa, seu filho, segurando uma tocha e sua mulher com um balde de óleo nas mãos.
 
Um empreendedor sabe que sozinho jamais conseguirá vencer uma grande dificuldade. Todos nós precisamos contar com a ajuda possível. E se soubermos ensinar e confiar nas pessoas à nossa volta, teremos respostas favoráveis. Os planos alternativos precisam ser levados em conta.
 
Assim que os moradores souberam do ocorrido, voltaram para a Vila. Mas, antes passaram no sítio para agradecer ao cavaleiro por ter eliminado aqueles malfeitores que assolavam a região. Dinadan passou a ser visto como um homem de respeito – além de um herói -, alguém que sabia lidar com grandes dificuldades, com ajuda da sua família.
 
Empreender é muito mais que administrar
 
Percebemos, então, que empreender é muito mais do que administrar vontades: exige preparação, conhecimento interior, sentimentos de confiança e motivação para vencer. E, principalmente, definir estratégias, a partir de um plano de ação passível de ser executado para alcançar os resultados almejados.
 
Imagem espada: tolkienbrasil.com

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